eu quero viver como os golfinhos
como os cachorros de rua, na graça dos lixos de luxo
não quero ser uma poeta triste nem uma puta liberta
quero dar de mama para filhotes baleia com minhas tetonas marítimas
eu quero poder andar pela rua como as formigas
indo e vindo, sem precisar saber quem eu realmente sou no formigueiro
não quero ter uma missão humana, não quero ser um míssil de mim
quero ser contraditória, mas não em minhas ideias
mas como um buque de flores que chega fresco e vira um defunto das cores diante dos olhos atônitos do amor
quero mais e mais do menos de tudo isso
no entanto, nada disso quer dizer que eu não queira ser muito virtuosa
perseverar, manter-me firme, atenta
e descobrir, finalmente,
o que eu faço comigo mesma dentro das manhãs mais lindas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
molhem o orquídea...