a noite, o vento batendo na janela
uma vontade de estar em uma estrada, sob as estrelas de van gogh
parar o carro e me sentir desterrada
finalmente estrangeira, azulada
esse lugar lá, com tinturas guias
essa noite tão pintada por todas as pessoas com um sono de cor imensa
em suas casas, nos cantos das praças, nos hotéis, nos berços
sou todas elas, as desconheço, mas são importantes para mim
estar na terra oculta, encontrar piedosos matizes
para esquecer as compaixões do peito
e de tudo que respira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
molhem o orquídea...