na cor efervescente
desdobram-se azuis sob mil tons de azuis
a atividade mesma do brilho entorna estrelas muito pequenas
pairando sobre amarelos que virão bastante famintos
a cor efervescente procura uma nuance
que salvará o futuro das utopias furta-cor.
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sustentar metáforas
com a gema dourada da poesia
nutrir alegorias, tanto e tanto
acusar qualquer beleza com grãos de açúcar
nenhum despojamento
nenhuma humildade
agora, toda volúpia da linguagem
estará para a hora da vida.
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uma pequena centelha
serve para mostrar o mundo inteiro
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Sábias cores,
os primitivos vermelhos
das paixões e das fogueiras intermináveis
Este caldo rubro na íris das origens
acenderá pátrias escarlates
com as chamas antigas
que nos dão
as auroras de nossas mãos.
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duradouros flocos de nuvens
efêmeras montanhas de neve
um branco febril
dá ardência de eternidade
a tudo.
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molhem o orquídea...