a carne tingiu-se toda
clama alguma aquarela para os próprios ossos
quer deitar-se em raios de sol, quer os pelos dos cristais
trêmula, a carne observa a velha que ainda arde e deseja
ressente-se da finitude, fala mal com os anjos
por dentro das coisas por dentro de tudo:
vasos, vestidos de seda, mãos calosas, barrigas de grávida
a carne dá de comer ao amanhã vermelhos tão tenros
que no agora, a carne não aguenta tanto
umedece, resplandece e sucumbe.
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molhem o orquídea...