20/07/2017

{{: DÁ PRA SACAR QUAL FOI MINHA CONTRIBUIÇÃO?


{{: CORAÇÕES PARTIDOS DE GENTE QUEBRADA AO MEIO


{{: amém, louvar de pé, glória e afins


{{: luarismo * machêmea



{{: incande-ser


{{: doidiser


{{: sobra de mosaicos: saúd-ade (para jaqueline e capucho)








{{: o brilho do barulho da cor quebrada


{{: contu-entendida


19/07/2017


"...acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camille Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia a placa, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.."


(Caio Fernando Abreu)


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a onda, 1903


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15/07/2017

{{: carta para a karina, karen ou cárie, nunca sei

querida,
não vou iniciar esta carta chamando-lhe de puta, porque não tenho absolutamente nada contra as putas, para vir a ofendê-las...inclusive as gosto de mais. são muito prediletas por mim, mas, foda-se a minha opinião. o alvo é você,  sua demente. sempre tenho dó quando alguém fica nessa posição em relação a mim, porque sou ótima com palavras, principalmente palavrões e críticas nucleares, porque já superei as destrutivas. 
você é uma demente bucetuda aguada que deve ter um boquete igual essa sua cara de pau véio mucho e safado. fia, pau véio mucho e safado é fim de carreira hein? vc já notou que tem cara de pau mucho? repara...depois cê me fala...
Você deve ser dessas moderninhas, dessas new princesas, com discurso feminista do caráleo, para as quais o príncipe encantado não vem mais no cavalo branco, porque né...a Frozen  e Katty Parry tão ai pra quebrar esses paradigmas, o príncipe encantando está por ai vagando em alguma viagem international ou numa balada culti...toda topada bêbada, toda trepada casual, toda nojeira de um discurso libertário-feminino camuflando uma imensa falta de vergonha na cara, de respeito.
acorda pra vida seu macho-alfa disfarçado, como muitas, de menininha moderna.
esfrega essa buceta num poste, se não consegue mijar em pé e marcar seu território, porque no fundo no fundo é essa bosta que você quer fazer, rala essa buceta pálida até ela virar buceta de rua, buceta sangrando, pingando, pros cachorrões virem lamber.
porque é isso q vc consegue, lambidas de cachorrões. 
presta atenção, sua demente, onde vc se enfia. tá maluca fia, de se enfiar na quebrada e pagar de romance novelístico do século XVIII, com a gente aqui tentando se segurar na corda bamba em pleno século XXl? se quer viver romance, essa coisa de moça branca burguesa vagabunda que não sabe nem desencardir o fundo da própria calcinha, assuma as consequências e leve no peito essa bordada de raiva. romance pra uns, sentimentos primitivos pra outros. 
eu não pego a essa sua cara de pau murcho véio e esfrego num muro chapiscado, porque...porque eu não sou assim. não sou fina nem nada...mas de onde eu venho, a violência mata, de verdade. mata as pessoas por dentro ou por fora ou enlouquece. a violência é clara, estrala junto com a luz do dia. esse é um texto raivoso, mas, não de ódio, por incrível que possa parecer pra vc. 
ódio sua demente, é o que tem no seu funcionamento. 
trair, ser vil, indecente, na pele de uma rosinha, isso é ódio.
ódio é essa competição vazia entre as mulheres.
a quebrada tem o ódio da desigualdade e da exclusão social. você é dessa corja do discurso paz e amor de bosta mole que se tripudiam entre vocês dentro dessa desgraça horripilante da boa educação canastrona. 
ódio é a trapaça e a farsa que você vive e se enfia.
pagar de apaixonadinha em cima da minha fuça? vc deve se apaixonar por qualquer elemento, objeto ou ser que possa via a penetrar essa sua buceta de vaca morta. se liga, maluca!
se quer algo que está próximo de mim, pegue, leve, faça um 2017 diferente, não é esta a questão.
o que me emputece é ser uma mulher trabalhadora, que rala pra karálio, que não passa a perna em ninguém, ter que lhe dar de topa com uma cara de pau mole mucho de véi safado no meu caminho, como uma débio mental. saí de ré, anjinha de zóio do torto do aleijadinho (ce parece também um daqueles trem lá) .
querida, você quer um homem, vá a luta, porque é isso que a classe média faz...guerreia pra ter os prazeres mais gratuitos.
se você  quer um amor, sonhe, tenha calafrios, viva um romance, com consciência. sempre com a consciência de permanecer com este profundo sentimento de solidão. 
e se precisar tomar uma café...lembre-se de ir tomar no cu antes.
nesse cu branco, claro.
tinha que ser um cu-cult-branco, né mana.
beijo frô de hemorróida 

 

{{: herança de primeira a quinta categoria

ganhei de minha bisavó a herança do cuidado
não este moderno, interessado
mas
feito cão guia, sem sair do lado de quem enxerga menos que eu
mais sente mais gosto
a entrelinha da completude
é a igualdade múltipla

ganhei de meu pai dois socos na cara e sempre estar com essa vontade de comer o bife que nunca tinha
disso não consegui fazer puesia
mas
deu de me fazer entender o que quebra a alma, acabei ficando esperta, gingada e destemida

ganhei dos dias
os próprios dias...
e das histórias 
tristes ou felizes 
essa minha ingênua alegria

que eu não tenho muitos bons modos, mas, tenho mão boa pra roseira
que não sei falar mais línguas, mas, uso bem a minha

sertaneja
magricela
e cheia de vida, 
corpo-frasco da porra-mundo
a doçura do canavial sob um sob um sol de quarenta graus, melaço bravo

porquinha roendo o osso da vida, puro tutano
pulga curiosa e lindinha, nos pudles das madames
vento ligeiro e risada na barra da saia da executiva
laço na gravata do chefe
purpurina na barba de mano

muitas gírias e o mesmo tanto de palavrão
peça difícil de entender, mas, não de engrenar

ganhei da hipocrisia
muitos homens que acabei comendo o rabo 

ganhei do preconceito
meus próprios conceitos

de mim mesma ganhei muito pouco
porque o que tenho
dou
muito
{{: gesso
queblouqueado-drado, exposta fratura
pé-graveto, refolhando
ossinho com nó de osso, fortes-nós
o que chega quando um osso parte?

{{: a volta do dia
O país pegando fogo e eu escrevendo poesia subjetivista
É que não tem nenhuma revista
Só o dia da semana
que nunca sei qual é

{{: luva de pelica
levei 18 pontos na cara
um tapa de seringa e sangue
depois fiquei inchada, bonita como pode ser uma japonesa acindentada

{{: prova de amor
o amor veio da cordilheira dos andes pra franca
de cadeira de rodas
usou a espinha dorsal das montanhas para dar conta da falta de rampas e de pernas
nas montanhas colheu nenhum tombo
chegou vestido com trapos de sol
olhou-me e reparou bem o tamanhinho da catástrofe
o amor é mesmo anti
bi
ótico
  
{{: sistema único de saúde
e se todos fossem deficientes assim
para escrever
para plantar caroços
para comer doces
poderíamos usar apenas uma mão
e a outra, deveria estar contida em um abraço

{{: crm 666
Pilulo eu
Pilula tu
Pílulaivos!
Receita mé,drosa: injenci-ona-te-ará,

{{:  ulmão
um sentimento febril chamado tédio dentro de todas as
embalagens vaziais de aerosol... sem ar