talvez o tempo já tenho feito a curva, e já não saibamos, como desfazer o caminho que fizemos. e então, tudo ficou no passado, solto, no vazio. nos olharemos tristes tristes. e bastante burras de carga, levando nas costas um grave erro de duas toneladas.
talvez sigamos naturalmente de onde partimos. mais pêssegadas e maduras. gostando de nos iluminar com lampâda de lua. para enxergar e lamber os poros que faltaram. com mais amor. mais amor. mais amor. mais amor. mais amor. engolindo o mundo e a sorte de, por um fio, estarmos absurdamente repletas de mais amor pra sempre.
talvez, haja um abismo em seu coração.
talvez, eu tenha aberto portas escuras do meu amor, e encontre-me num canto, alterada, brotando poemas assustados. como você fará para catar minhas mãos e afága-las, sem estilhaçar as rimas?
talvez, nos vejamos, pela primeira vez de fato.
talvez, tudo seja bonito.
talvez, nunca...